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“Yuri nasceu no dia 27 de abril de 1992. Um bebê grande a sadio. Tivemos alta do hospital em Caxias em três dias, sem qualquer problema. Quando pequeno não dava nenhum trabalho. Não chorava e costumava ficar muito quieto. Ficava inquieto somente quando se mexia com ele. Eu o achava diferente do meu filho mais velho. Comentava isso com o pediatra, mas ele me dizia: ‘mãe, você não pode comparar uma criança com a outra’.
Como mãe, eu sabia que algo estava errado, mas não sabia como agir. Com dois anos, não olhava quando a gente falava e parecia ser surdo. Com três anos, o seu jeito diferente não mudava. Pelo contrario, foi ficando cada vez mais inquieto. Ficava agitado em lugares fechados e incontrolável em lugares com muita gente. Eu não podia levá‑lo a comemorações ou a uma festa, pois ficava muito nervoso. Nessa idade, não falava nenhuma palavra e somente emitia sons. Fazia xixi e cocô atrás do sofá, nunca no banheiro.
Fui obrigada a parar de trabalhar, pois meu filho precisava muito de mim. Novamente expus minhas angústias para o pediatra que me recomendou colocar Yuri na escola. Coloquei, mas ele não queria ficar de jeito nenhum. Não gostava de lugar fechado.
Um dia, ainda com três anos, estávamos indo a pé para a escola quando ele leu a palavra SORVETERIA em um carrinho de sorvete. Não dei importância ao fato, pois imaginei que alguém já tivesse comprado um sorvete para ele naquele carrinho. Num outro dia, comprei balas para ele e ele começou a ler o que estava escrito nos papeis das balas. Foi um susto. Ele não falava, mas lia! Como entender isso?
Com quatro anos, ele foi diagnosticado como autista. Fiquei feliz em saber o nome do que o meu filho tinha. Fiquei com medo, porém, por não saber o que era isso. Com o tempo, fui aprendendo mais a mais. O Yuri já passou por muitas fases a superou muitas coisas. Agora tem sete anos a estuda em uma escola normal, apesar de ter muitas dificuldades. Está no CA e lê muito bem. Ainda não escreve muita coisa. Consegue se comunicar bem, mas ainda se atrapalha muito para contar alguma história. Tem horas que ele fala muito confuso.
Hoje, olhando para o Yuri alegro-me em saber que neste mundo há lugar para o meu filho. Mesmo com as suas dificuldades, ele é querido na escola, na igreja a na sua família “.
Este pequeno texto expressa a fala de uma mãe que, como tantas outras, nunca havia ouvido falar em autismo antes de ter um filho autista. Por diversas vezes, a mãe do Yuri já identificou na rua outras crianças com quadro clínico de autismo, ainda não diagnosticado por um médico. |
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Atenção: autismo não é raro. Leia o relato abaixo... |
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Dissertação de mestrado defendida em 1999 na PUC-Rio sobre autismo. (em formato PDF). |
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Descrição resumida de dois métodos utilizadas no tratamento de crianças com autismo que valorizam a informação visual. |
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Estratégias para compartilhar a atenção. Dicas de como exercitar a leitura social e de como estimular a comunicação. |




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Palestra sobre o tema ministrada na 3a. Jornada Científica da ONG Mão Amiga no Instituto Fernandes Figueira (IFF-RJ). |
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Esta figura ilustra a idéia atual de que existe um espectro autístico, ou seja, que existem diferentes graus de autismo. |
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Como integrar autistas com não autistas. |
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Espectro autístico e suas implicações educacionais. |

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Aulas apresentadas no I Ciclo de Palestras Autismo e Asperger: orientações práticas para o dia-a-dia realizado em 9 de Abril de 2005. |
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Autismo e Asperger: orientações práticas para o dia-a-dia. |
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Monografia: Autismo: compreendendo para melhor incluir |

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Entrevista da Dra. Carla Gikovate à repórter Juliana Oliveira exibida no dia 13/11/2007 no Programa especial da TVE no Rio de Janeiro. |
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Programa especial da TVE. |


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Novidades do evento realizado em Novembro de 2007 em Washington (EUA). |
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Interdiscilinary Council on Developmental and Learning Disorder (ICDL) |

Dra. Carla Gikovate |
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Médica — Neurologista infantil — Mestre em Psicologia Especialista em Educação Especial Inclusiva |